Declarações da Vice-presidente da Ordem dos Enfermeiros Versão para impressão
Maça-nos mais uma vez a Ordem dos Enfermeiros (OE) com as suas calúnias, desta feita pela voz da vice presidente Enf. Lúcia Leite numa entrevista ao Correio da Manha TV divulgada ontem, 15 de Outubro.

De novo, a OE invade-se sobre um assunto que em nada lhes diz respeito, desrespeitando outra classe profissional (como já é seu hábito), num puro ato de intenção de substituir outros profissionais.

O que é novo desta vez é que a pobreza dos argumentos, o desconhecimento da realidade da emergência médica pré-hospitalar e a distorção da verdade são de tal forma que atingiram o ridículo e o hebetismo.

Não nos vamos alongar nos argumentos que fundamentam a melhor formação e competências dos TAE e da rede de ambulâncias em geral, pois esses estão vertidos em dezenas de documentos, muitos deles disponibilizados em momentos oportunos e pela via formal, estando também alguns disponíveis no nosso site.

Relativamente à entrevista (vergonhosa) da vice presidente da OE, cabe-nos concretamente dizer o seguinte:

O que está em causa é um investimento sustentável e a melhor qualificação do atual sistema, passando pela melhor formação dos Técnicos de Ambulância de Emergência (TAE), melhorando e elevando das suas competências para padrões internacionalmente reconhecidos.

Os TAE exercem a sua atividade profissional desde 2004, são cerca de 800 e representam 60% do total de funcionários do INEM;

A formação e as competências destes técnicos passa pelo exercício cuidados em situações de emergência pré-hospitalar, em complementaridade às Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação (VMER), Ambulâncias de Suporte Imediato de Vida (SIV) e às ambulâncias dos Corpos de Bombeiros;

Nas situações mais graves, perante a ausência de um meio mais diferenciado ou até à chegada deste, os TAE podem prestar cuidados essenciais que permitam à vítima sobreviver, entre outras, administrando nomeadamente medicamentos de elevada necessidade e de baixo risco;

A atividade desenvolvida pelos TAE assenta em protocolos de decisão médica, em que alguns atos carecem de validação após contacto médico, aliás como acontece com os enfermeiros quando intervém na ausência de um médico;

O INEM aumentou substancialmente o número de VMER (com médico e enfermeiro) nos últimos anos e têm vindo a abrir consecutivamente ambulâncias SIV (com enfermeiro e TAE) paralelamente à abertura de ambulâncias de emergência e motociclos de emergência médica, ambos com TAE. Concomitantemente, aumentou ainda o número de postos PEM nos Corpos de Bombeiros e melhorou a sua formação através da realização de vários cursos de Tripulantes de Ambulância de Socorro e alargou a rede de desfibrilhação automática externa a estes parceiros do SIEM responsáveis pela maior percentagem de saídas de ambulância;

No seguimento do ponto anterior, está bem patente que a substituição de qualquer classe profissional não é um objectivo subjacente à melhor formação e atribuição de novas competências à rede de ambulâncias e que há hoje mais e melhores profissionais a trabalhar diariamente em prol da emergência médica pré-hospitalar;

Cabe-nos ainda dizer que a formação e competências agora em implementação, foram objeto de discussão e concordância com a anterior direção da OE que percebeu a importância de tal melhoria para o sistema, conforme ata assinada em 23 de Outubro de 2011. Lamenta-se por isso a atitude puramente corporativista da atual direção;

A formação e competências agora em implementação, estão ainda a ser acompanhadas desde o início pela Ordem dos Médicos, a quem reconhecemos exclusivamente o direito de se pronunciar sobre esta matéria e de balizar as nossas intervenções;

Os meios tripulados exclusivamente por TAE (motas e ambulâncias de emergência) foram ativados 1.013.300 desde 2004, o que perfaz, em média, mais de 112 mil ativações por ano;

A vice-presidente da OE procede ainda a afirmações bacocas que nos escusamos a comentar, tais como:

“Ao se desqualificarem os meios que atendem em situação de emergência, supondo que se pretende que esses tripulantes façam estabilização da vítima, corremos risco de que o cuidado seja inadequado e que as consequências sejam maiores do que se tivéssemos uma atitude espectável e transportássemos rapidamente o doente à instituição mais próxima”;

“Estes tripulantes de ambulância seja de socorro, que normalmente são os bombeiros que assumem ou os TAE, têm conhecimento sobre suporte básico de vida. Isso é obrigatório para qualquer cidadão até. Fiquei a saber hoje que até os taxistas estão obrigados a isso e é muito bom que assim seja”;

“Temos a dificuldade de compreender como é que pessoas que não praticam cuidados de saúde, que não exercem essa atividade no local de trabalho, estejam depois em situações de emergência em condições de atuar com um mínimo de qualidade”;

Estas e outras afirmações sublinham a sua ignorância em matéria de emergência médica pré-hospitalar, envergonhando certamente os enfermeiros em geral.

Louvamos em saber que os “dizeres” da Sra. Vice Presidente não são a posição de maior parte dos enfermeiros com quem trabalhamos diariamente, que têm cooperado em algumas áreas da nossa formação e com quem, mutuamente, partilhamos conhecimentos e experiência.

A Direção

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